SAIBA O SIGNIFICADO DAS SIGLAS UTILIZADAS NO SISTEMA POR SATELITE

 

GLOSSÁRIO

FEC – Forward Error Correction. A FEC visa reduzir a possibilidade de erros na transmissão e recepção dos sinais. O valor mais utilizado é 3/4, significando que por cada 4 bits transmitidos 3 são redundantes. 2/3 oferece uma probabilidade de correção intermédia.


LNB – Converte as frequências elevadas utilizadas nas transmissões via satélite para valores mais baixos compatíveis com a leitura dos receptores.
IRD – Integrated Receiver Decoder, expressão inglesa para denominar receptor.

PID – Programa Identifier, expressão inglesa para significar Identificador de Programa. Os dados de identificação de um canal são enviados no sinal e permitem ao equipamento receptor identificá-lo através do PID.

PARABÓLICA – Ou antena parabólica: reflector circular ou elíptico visa concentrar os sinais de recepção num só ponto – ponto focal – para processamento posterior.

POLARIZAÇÃO – Técnica de propagação de um sinal que permite o envio de sinais/frequências de emissão próximas umas das outras, evitando as interferências na transmissão.

SYMBOL RATE – Débito, geralmente expresso em bauds/segundo (bps), dos sinais transmitidos em televisão digital.

BANDA C – Gama de frequências compreendidas entre 3,7 e 4,2 GHz. Transmissão com uma potência de emissão inferior quando comparado com a Banda Ku, embora menos sensível às variações atmosféricas. Necessita de antenas de recepção de dimensões relativamente significativas.

BANDA Ku - Gama de frequências compreendidas entre 10,70 e 12,75 GHz. Menos exigente em termos da dimensão das antenas em comparação com a Banda C.

BOUQUET – Designa um “pacote” de canais a que correspondem diferentes níveis de acesso. Nas diferentes versões, o acesso ao básico implica um pagamento base, e o acesso aos restantes níveis - temáticos ou serviços adicionais (premium), exige um pagamento suplementar.

GHz – Giga Hertz. O Hertz é a unidade de medida de frequência e o Giga representa a potência de 10 elevado a 9 (Mega=106).

FOOTPRINT – zona geográfica coberta pelo satélite. A cobertura depende da potência de emissão do satélite e também da direção e tipo de antena de emissão. A intensidade do sinal exprime-se em dBW. Teoricamente, quanto maior o valor dBW melhor a recepção. Normalmente este valor não é uniforme ao longo da zona de cobertura.







DVB é a sigla de Digital Video Broadcasting - (Transmissão de Vídeo Digital), às vezes chamado de televisão digital ou da sua sigla DTV (do inglês Digital Television).
Conhecido como padrão europeu de TV Digital, foi projetado a partir dos anos 80 pelo consórcio que hoje possui 250 integrantes de 15 países. Desde 1998, está em operação no Reino Unido, tendo chegado a outros países da União Européia e à Austrália. Está previsto para ser implantado na Índia, na Nova Zelândia e cerca de outros 20 países. Detém um mercado atual de 270 milhões de receptores.
O padrão trabalha com conteúdo audiovisual nas três configurações de qualidade de imagem: HDTV (1080 linhas intrelaçadas), EDTV (576 linhas progressivas) e SDTV (576 linhas intrelaçadas). Nas duas últimas configurações, permite a transmissão simultânea de mais de um programa por canal, permitindo uma média de quatro. No início de sua implantação, apresentou dificuldades de recepção na Inglaterra, sendo sujeito à interferência de ruídos de eletrodomésticos ou motores.
DVB é o padrão adotado pelas principais operadoras privadas de TV por assinatura por satélite. Em Portugal tem sido adoptado nos canais pay-per-view de televisão por cabo como alternativa ao sistema analógico.




Diferentes sistemas de televisão digital terrestre
O padrão DVB é designado de acordo com o serviço ao qual está vinculado:
Outras informações:
  • Aplicações - EPG, t-GOV, t-COM, Internet
  • Middleware - MHP/MHEG
  • Compressão - MPEG-2 e MPEG-2 SDTV
  • Transporte - MPEG-2
  • Modulação - COFDM


DVB-S2
A norma DVB-S2 é a especificação de segunda geração de aplicações de banda larga por satélite. Esta página é dedicada unicamente à transmissão de televisão digital por satélite.

O standard DVB-S2 foi especificado com base em três conceitos chave:
·         A melhor performance de transmissão.
·         Flexibilidade total.
·         Complexidade razoável nos receptores.
Este sistema é tão flexível que consegue lidar com qualquer das características dos transponders existentes, com uma vasta variedade de eficiências espectrais e os seus requisitos SNR associados. O DVB-S2 foi desenhado para manejar uma variedade de formatos de áudio e vídeo, incluindo transport streams (TS) do MPEG-2 e 4. [1]
O sistema DVB-S2 é composto por uma sequência de blocos funcionais:
·         Adaptação ao modo.
·         Adaptação à stream.
·         Forward Error Correction (FEC) Encoding.
·         Mapping.
·         Physical layer framing.
·         Filtragem da Banda base e Modulação.
Adaptação ao modo
Dependendo da aplicação, deve fornecer:
·         Interface de input.
·         Sincronização de streams de input.
·         Capacidade de apagar pacotes da TS nulos.
·         Codificação CRC-8 para detecção de erros.
·         Fusão de streams de inputs.
·         Capacidade de separar o input nos DATA FIELDs.
Sinalização de banda base também pode ser inserida para notificar o receptor do formato adoptado. [2]
A sequência de input pode ser:
·         Uma ou múltiplas TS.
·         Uma ou múltiplas streams genéricas.
A sequência de output é composta por um Base Band Header (BBHEADER) de 80 bits seguido de um DATA FIELD.
A TS é caracterizada por User Packets (UP) de tamanho constante, 188 bytes (um pacote MPEG).
Forward Error Correction (FEC) Encoding.
Neste subsistema a stream de input é composta por BBFRAMEs e a stream de output por FECFRAMEs. Estas frames têm tamanho de 64800 bits para as frames normais ou 16200 para as short FECFRAMEs.
Neste bloco são realizados:
·         Outer encoding (BCH): código de correcção de erros de tamanho variável formado a partir de tabelas de polinómios, com capacidade para corrigir entre 8 a 12 bytes por bloco.
·         Inner encoding (LDPC): codigo de blocos linear caracterizado por matrizes de verificação dispersa de paridade, H(N-K)xK, onde cada bloco de K bits é codificado com uma palavra de tamanho N. Para mais informação ver [2].
bit interleaving: o output gerado pelo LDPC é sujeito a um block interleaver. A escrita é feita por colunas, e a leitura é feita por linhas. O número de colunas e linhas por modulação vem representado na tabela seguinte, e a ilustração representa o esquema de funcionamento do interleaver para 8PSK.
Mapping e framing
O stream de input de este bloco é composto por FECFRAMEs e o output é composto por XFECFRAMEs.
Cada FECFRAME é convertida de forma série-paralelo, onde o nível de paralelismo depende da modulação: 2 bits para QPSK, 3 para 8PSK, 4 para 16APSK e 5 para 32APSK.
Este mapeamento depende da modulação utilizada, cada símbolo modulado é um vector complexo com o formato v(I,Q), sendo I o componente fase e Q o componente quadratura.
E estas XFECFRAMES são transportadas para a camada física passando por um módulo onde se adicionam headers para a configuração do receptor, Pilot Blocks a cada 16 slots para ajudar na sincronização do receptor, e ainda é feita a randomização dos símbolos modulados por um scrambler. A stream de output deste módulo é composta por PLFRAMEs.
Modulação
Este sistema utiliza modulação gray coded QPSK convencional com mapeamento absoluto.
[1] - DVB-S2: The Second Generation Standard for Satellite Broad-band Services, 

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